Ah, Rio de Janeiro... Terra de maravilhas naturais, palco de momentos históricos e de inovações culturais, esquinas de pura boemia... Terra-clausura para pessoas como eu que desejam o mundo. Graduado em comunicação social desde 2005, continuava a garimpar meu ouro numa cidade que parecia me odiar, posto que sou minoria. Afinal, qual carioca é torcedor do Botafogo, ouvinte de Rock e não é bronzeado além de mim?
Depois de um bom tempo tentando um trabalho na área de redação publicitária, um grande amigo me indicou um trabalho em uma empresa... Mas na área de Call Center para acidentes em todos os setores. Atendia desde contaminação de produto a acidentes com óbito e, pasmem, denúncia de homossexualismo em posto de combustível. Devido aos vários atendimentos de óbito que eu cuidava, era chamado de O Coveiro.
Meses se passaram e eu nunca deixei de procurar lugares para "jumpear", de agências a empresas, tentativas infelizes de concursos públicos. Vi que a Cidade Maravilhosa não era tão assim no aspecto de trabalho, principalmente em minha área.
Até que um amigo de longa data me propôs um convite para trabalhar na área de design em São Paulo. Nunca vi Design na minha vida, embora tenha uma noção de direção de arte em minha formação. Por que não? Logo, mandei meu porta-fólio para a chefe dele e ficou combinado uma entrevista por lá. Deixei aviso no call center e fui na cara e na coragem para Sampa, terra de oportunidades, a Grande Metrópole. Fui à entrevista e, após, fiz uma avaliação para manuseio de um programa de diagramação que eu tivera noções uma semana antes da entrevista. Tudo feito, deram-me o prazo de uma semana para a resposta. Assim que cheguei à casa de um de meus grandes amigos em São Paulo, recebi a resposta de que eu fora contratado.
Hoje eu sou diagramador-designer em um bom lugar e só tenho a evoluir para dar mais Jumps pelo longo de minha vida. Se alguém me perguntar se sou carioca ou paulistano, só tenho a dizer: meu caro, sou um
amálgama. Prazer, Caristano eu sou.